Ler . Sentir .
Sê bem-vindo ao meu mundo.
Incompleta-mente Falando.
Há quem escreva para parecer bem ou ficar bonito, eu escrevo porque me dá prazer. Escrever é uma paixão, uma terapia, um impulso. Escrevo porque sou sã e louca. Escrevo porque vivo e existo.
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sexta-feira, 16 de agosto de 2013
Rio
A água do rio segue a sua corrente,
Não perde tempo nem se engana.
A água desce pelo leito de seu rio,
Procurando a uma foz onde desaguar.
A água flui… pode estancar mas não recua.
Mesmo se perdendo e invadindo espaços alheios,
Não pede desculpa, nem perde demora,
Continua a fluir.
A água do rio escurece em tempo sombrio,
Cintila em dias claros de sol resplandecente.
A água segue no seu ritmo conturbado
Por todos os obstáculos do seu percurso.
A água do rio passa junto aos nossos pés;
Ou seguimos a corrente ou esperamos, esperamos, esperamos...
A água que passa e não retorna é a nossa vida.
Equipara-se às oportunidades que deixamos fugir;
Compara-se aos erros que não podemos emendar.
A água que flui no seu rio, segue a sua natureza…
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Poeta
A vida é como a poesia,
Complexa, ritmada,
Sensível, fingida.
Todos nós somos poetas
Porque todos temos um
Lado sensível e emotivo.
A poesia é isso mesmo:
Sobrepor-nos a nós próprios;
Viajar mentalmente;
Gritar emoções;
Inspirar sentimentos.
Ser poeta é amar e odiar em simultâneo.
É querer o mundo e só ter um corpo.
Ser poeta é ser-se fiel a nós próprios.
É ser-se louco aos olhos dos outros.
Ser poeta é ser-se artista.
É transmitir a mensagem.
Ser poeta é, acima de tudo,
Ser-se fingidor como me disse o mestre Pessoa.
Âncora
Queria fechar os olhos e acordar num novo dia, num novo amanhecer, com novas caras, novos sorrisos, novas experiências, novas paixões, novos erros, novos amores. Queria seguir em frente e parar de alimentar o que tem mostrado não ter solução. Queria largar a minha bagagem, suja, pesada e quebrada num avião qualquer e desejar para que ela fosse… fosse para bem longe e não voltasse mais. Contudo, há uma pesada âncora. Uma âncora que me prende e me imobiliza, uma âncora que me faz ficar, mesmo sem ter motivos. Há qualquer coisa que me faz acreditar, há algo que mais ninguém vê, só eu e somente eu, consigo ver que existe um brilho, ainda que distante. Ninguém consegue compreender o que eu vejo e sinto. Já passei horas a tentar explicar aos outros as minhas motivações para continuar a batalhar num caso, aparentemente perdido, e ninguém me compreende, porém o facto de eu notar que mais ninguém me compreende apenas me dá mais força para não desistir, pois crio a ambição de um dia alcançar o meu objetivo e dizer “Eis o motivo pelo qual segui o que sentia e não os vossos conselhos raciocinais e cautelosos”.
Terapia
Sussurro de felicidade:
Ai vem ela, ai vem ela! Ai vem a batida sincronizada,
O ritmo da minha vida.
A música, a minha terapia,
Faz de mim alada, como se por magia.
É a musicalidade da minha alma,
Grito e choro pautas, toda a vez que perco a calma.
Rodopio
Tic-Tac, Tic-Tac,
Faz o relógio.
Pliiim… pliiim…
Faz o cair da água.
Bump, bump, bmp,
Faz o coração.
São o sons do quotidiano,
Os ritmos certamente incertos
Das vidas das gentes.
É o barulho, o ruído das cidades.
O arrancar de uma mota,
A buzina de um condutor irritado,
A gargalhada de uma criança,
O ladrar de um cão,
O gentil som de um beijo,
O queixume da velhota idosa
Que todos os dias, à mesma hora,
Apanha o autocarro.
As vozes das multidões,
É o mundo, o som, o barulho,
É a vida, é a rotina…
Faz o relógio.
Pliiim… pliiim…
Faz o cair da água.
Bump, bump, bmp,
Faz o coração.
São o sons do quotidiano,
Os ritmos certamente incertos
Das vidas das gentes.
É o barulho, o ruído das cidades.
O arrancar de uma mota,
A buzina de um condutor irritado,
A gargalhada de uma criança,
O ladrar de um cão,
O gentil som de um beijo,
O queixume da velhota idosa
Que todos os dias, à mesma hora,
Apanha o autocarro.
As vozes das multidões,
É o mundo, o som, o barulho,
É a vida, é a rotina…
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
Incerto
Incerto, indefinido, disforme mas contínuo. Estranho borrão desfoque, que gira, gira e torna a girar. Não há registo de quando começou, nem fim se aproxima. Um turbilhão de emoções, um vendaval humano, um furacão de ignorância e egoísmo. Tudo e todos tão heterogéneos, cada um a julgar a sua própria certeza, deixando todos os outros nas suas certas incertezas.
Que fotografia saturada, desfocada mas resistente.
Que fotografia saturada, desfocada mas resistente.
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Abraços Teus, Amor Meu
Os teus abraços espontâneos que me empurram bruscamente contra o teu peito, acompanhados por um silêncio mensageiro capaz de transmitir tudo aquilo que, por algum motivo, não consegues ou não queres dizer. Esses abraços que me fazem ouvir a tua respiração serena ao meu ouvido, enquanto estou imóvel e prisioneira dessas tuas mãos fortes que se embrulham ora na minha cintura, ora no meu pescoço fazendo-me arrepiar e sentir como que uma criança protegida. São estes abraços que me levam a desejar que não me largues mais e que se permaneçam silenciosos…
É no momento em que olho para ti enquanto me abraças e te vejo completamente envolvido em mim, de olhos fechado e com um grande terno sorriso nos lábios que qualquer silêncio se torna capaz de falar!
AMDP
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