Ler . Sentir .

Sê bem-vindo ao meu mundo.

Incompleta-mente Falando.

Há quem escreva para parecer bem ou ficar bonito, eu escrevo porque me dá prazer. Escrever é uma paixão, uma terapia, um impulso. Escrevo porque sou sã e louca. Escrevo porque vivo e existo.

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sábado, 20 de agosto de 2011

A Desconhecida

Sinto que passei de um tudo para um nada.
As vozes que ecoavam na minha cabeça, acompanhadas por sorrisos, ora falsos, ora verdadeiros, neste momento são meramente mudas e incapazes de proferir uma única frase lógica. Já não tenho olhares telepáticos a cruzarem-se comigo, muito menos alguém lá no fundo, lá bem no fundo, a gritar pelo meu nome.
Tanto tempo que estive sem me “agarrar” a folhas e lápis, tanto tempo que estive sem ter a necessidade de ter um alguém, sem saber quem, que me ouvisse, com quem eu pudesse partilhar…
As multidões a mim já não me dizem nada. Por vezes não passam de um mero aglomerado de gente inócua, incompleta e incapaz de completar alguém.
Estou naquele preciso ponto, em que (possivelmente), pela primeira vez, me sinto uma verdadeira identidade singular e desconhecida aos olhos de quem por mim passa.

domingo, 25 de maio de 2008

Confusa (-mente) Sonho. Queres Adormecer?

Deixei-me levar, segui...
E agora aqui cheguei.
Onde estou?

Olá, está aí alguém? Alguém me ouve?


Faz-se silêncio.

Subi ruas, desci avenidas,
contornei rotundas;
Tudo cercado de incertezas da vida.

Ciclo vicioso este.

Esperei...
Continuo sem ter resposta alguma.

Onde estarei?!

Sinto que o que me rodeia não é concreto.
Miragem?! Ilusão?!
Não sei...
Tudo o que eu tinha aprendido até hoje
desapareceu da minha mente.

Corro.
Salto.
Grito.

Ninguém me ouve.

Sentada num banco, quando já cansada estava,
Aparece uma pessoa, a seguir outra, depois outra...
Desconhecidos, ao meu ver.
Caras desfocadas. Mudavam repentinamente.
E eu sem saber o porquê, no meu canto permaneci.

O lugar onde estou muda repetidamente,
Vezes e vezes sem conta...

Tudo se confunde à minha volta.

Num momento riu, num momento choro.

Sigo mais um pouco procurando algo,
Uma simples palavra.

Continuo... continuo...

De repente, ouço uma voz bem doce:
- Que fazes aqui?!
Assustada respondo:
- Não sei... Quem és tu?!
- Eu... eu sou o vagabundo dos sonhos.
- Dos sonhos, que sonhos?! Eu não estou a sonhar!

Uma imagem surge em minha frente
fixando o meu olhar...


Levantando-me bruscamente:
Onde estou eu agora?
Em som de eco ouço:
- No meu mundo...

...

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Pessoas Crescidas


Sabem tudo, dizem as Pessoas Crescidas,
fazemos algo “politicamente” incorrecto
somos repreendidos pelas Pessoas Crescidas.
Pessoas Crescidas não compreendem os nossos sonhos,
as nossas palavras, as nossas crenças.
Por mais belas e utópicas que sejam,
Quem nos ouvirá?!
De certo modo não passamos de crianças… - Queixam-se as Pessoas Crescidas.
Esquecem-se que elas próprias também já foram o que nós somos hoje,
e que amanhã nós seremos o que elas foram ontem,
e sinceramente assusta-me o facto de talvez me vir a tornar uma Pessoa Crescida
São uma raça que possui determinadas características que não pretendo desenvolver.
Nós sentimos o que as Pessoas Crescidas não sentem!
Nós, crianças, somos puras, sonhadoras, ilimitadas.
Para nós “o essencial e invisível aos olhos”,
Pessoas Crescidas que não o compreendem…
Pessoas Crescidas não nos compreendem, não nos dão razão…
não nos ouvem, não nos dão a mão!
Não conseguem ver pequeno grande talento que há em nós,
Um pequeno elogio ou incentivo, por mais pequeno que seja consegue moralizar e ajudar alguém,
mesmo que seja a uma criança que no mundo crescido seja considerada como ninguém!

Pequenas grandes crianças… Pequenos grandes sentimentos!



Inspirado no "Principezinho" de Antoine Saint-Exupéry
Dedicado a : Margarida Brotas