Ler . Sentir .

Sê bem-vindo ao meu mundo.

Incompleta-mente Falando.

Há quem escreva para parecer bem ou ficar bonito, eu escrevo porque me dá prazer. Escrever é uma paixão, uma terapia, um impulso. Escrevo porque sou sã e louca. Escrevo porque vivo e existo.

[...]

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Paixão


As tuas mãos, silenciosamente, se aproximaram de mim.
Os teus dedos, delicadamente, tocaram o meu rosto, descobrindo-lhe cada expressão, cada sorriso, cada lágrima. Desenhaste as minhas faces e, pelo tacto, redigis-te a letra M dos meus lábios, parecendo um cego na sua primeira tentativa de leitura Braille.
As tuas mãos deslizaram pelo meu pescoço, pelo meu peito, pelo meu ventre.
O teu toque explorou todo o meu corpo. Delineaste cada curva minha tal como um escultor em busca da harmonia para a projecção de um corpo apaixonadamente perfeito…


sábado, 12 de junho de 2010

Silêncio



Quando o silêncio é vão,
Inconstante e sinistro,
Magoa.


Desejava somente uma palavra,
Uma reacção, um sentimento.
Esperei, porém, nada obtive.

O silêncio estava instalado,
Em olhares e gestos.
Foi frio, cruel e egoísta.
Não teve dó nem piedade
De um coração desamparado
Que só buscava duas palavras
De aconchego.

No meio do silêncio disse
Para mim mesma “Vai”.
Nesse mesmo momento, chorando
Fechei os olhos, voltei costas…
… e parti…





domingo, 28 de março de 2010

Permita-me


Permita-me ser imperfeita
e transmitir ideias loucas e alucinantes ao mundo,
talvez invente alguma teoria “psicomorfologicamente” válida.

Permita-me que use máscaras, disfarces e personagens,
Devo dizer-lhe que nem sempre tenho boa cara
Muito menos expressões agradáveis.

Permita-me que erre,
Pode ser que um dia me farte de cair e,
Quiçá… aprenda!

Permita-me, (por favor), que me apaixone
(e que se apaixonem por mim!),
Que seduza,
(Ah claro… e que seja seduzida!)
Adianto desde já que costumo ser réu de crimes pecaminosos.

Permita-me ter a ousadia de viver
E de correr os riscos da iniciativa.
Hiperbolicamente falando,
Permita-me ter o mundo como bem o ambiciono,
E como bem o moldo à minha imagem.

Permita-me então, ser quem sou
(ou quem quero ser)
Que eu, inevitavelmente lhe permitirei ser quem é!



Eu Sonhei

Eu sonhei que tinha
um momento
para parar o vento,
um segundo
para ter o mundo.

Fui um Anjo Pecador
que sobrevoava sobre céu e mar,
sem saber ao certo
onde iria parar,
mas acabei por te encontrar.

És o meu Diabo Santo
que nenhum erro cometeu,
talvez sejas o contrário
do meu Eu.

Somos dois seres baralhados
talvez por simplesmente
sermos sonhados.

Vem comigo e dá-me
mais vento para ter
mais um momento
e mais um mundo
para ter mais um segundo.
É tudo o que eu quero,
e só assim te conseguirei mudar.

Diabo Santo era contigo
que eu desejaria ficar,
mas não poderei,
porque este foi o sonho
que nunca sonhei.

Porque escrevo…


--> Escrevo por mil e uma razões, e sem razão…
escreva o que
escrever não pode haver um senão.

Gosto de pegar em palavras e formar frases,
Com ou sem sentido,
a relatar amor ou alguém que se sente perdido.

É com um simples lápis
que eu codifico
uma folha de papel
E posso desabafar
porque tenho a certeza que ninguém me irá criticar.

Escrevo frases em código
outras descodificadas,
talvez seja daquelas pessoas baralhadas...

Brinco com as palavras,
e misturo-as até rimarem
talvez precise delas
para me acalmarem.

Sou um alguém,
disso tenho a certeza.
Sou uma velha jovem criança,
chamem-me o que quiserem,
digam o que quiserem,
até louca me podem chamar,
talvez um dia venha o porquê a entender,
Mas só não me peçam para deixar de escrever.


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