Ler . Sentir .

Sê bem-vindo ao meu mundo.

Incompleta-mente Falando.

Há quem escreva para parecer bem ou ficar bonito, eu escrevo porque me dá prazer. Escrever é uma paixão, uma terapia, um impulso. Escrevo porque sou sã e louca. Escrevo porque vivo e existo.

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sábado, 20 de agosto de 2011

Vício



És o vício que me persegue,
Tento-me livrar de ti mas não consigo.
Corro para ti, contra ti, rasgo a tua sombra,
Mas tu continuas comigo.
Digo que já não te quero e tu 
Segues no teu rumo, no entanto,
Passado pouco tempo voltas
E preenches a minha cabeça,
O meu corpo, a minha alma.

És a minha droga:
A MINHA IROINA, 
O MEU ÓPIO,
O EXCTACSY QUE ME IMPULSIONA.

És o vício que nasceu comigo 
E que comigo morrerá.
É esta sina que me está traçada.
És o vício que me obriga 
A viver com palavras e pensamentos.
És vício que me move.

Minha droga, a ti te chamo: ESCRITA!

Tempo


O tempo teima em não passar.
Conto horas, minutos, segundos mas ele…
Ele não avança.
Trata-se de um tempo que
Me empurra para um impasse,
Para uma lacuna, para uma quebra,
Para um atraso… para…
Uma pausa na minha vida.

É este o tempo que me congela e imobiliza.
É este, maldito, tempo que me vandaliza.






A Desconhecida

Sinto que passei de um tudo para um nada.
As vozes que ecoavam na minha cabeça, acompanhadas por sorrisos, ora falsos, ora verdadeiros, neste momento são meramente mudas e incapazes de proferir uma única frase lógica. Já não tenho olhares telepáticos a cruzarem-se comigo, muito menos alguém lá no fundo, lá bem no fundo, a gritar pelo meu nome.
Tanto tempo que estive sem me “agarrar” a folhas e lápis, tanto tempo que estive sem ter a necessidade de ter um alguém, sem saber quem, que me ouvisse, com quem eu pudesse partilhar…
As multidões a mim já não me dizem nada. Por vezes não passam de um mero aglomerado de gente inócua, incompleta e incapaz de completar alguém.
Estou naquele preciso ponto, em que (possivelmente), pela primeira vez, me sinto uma verdadeira identidade singular e desconhecida aos olhos de quem por mim passa.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Palavras Amor-ó-dependentes

Por muito que tentes ser inovador – Esquece.

Está tudo desgastado, consumido…

Já ninguém lê poemas d’amor,

Essa coisa fútil, vã e perdida no tempo.

Já ninguém quer saber de sentimentos,

Muitos menos de sofrimentos de outrem

(pra isso já basta o deles!).

Acreditem, já ninguém lê poemas d’amor!
Actualizem-se!

Já não há perfumes de rosas,

Nem olhares que lembram o luar.

Já não há estrelas de desejo,

Nem cravos sem espinhos.

Por favor, isso é passado!

Já não há juras, cânticos

Nem beijos apaixonados.

O vocabuláro da família de palavras d’”Amor”

Esmoreceu, esvaneceu… morreu!

Repito – Já ninguém lê poemas d’amor!