Ler . Sentir .

Sê bem-vindo ao meu mundo.

Incompleta-mente Falando.

Há quem escreva para parecer bem ou ficar bonito, eu escrevo porque me dá prazer. Escrever é uma paixão, uma terapia, um impulso. Escrevo porque sou sã e louca. Escrevo porque vivo e existo.

[...]

sábado, 20 de agosto de 2011

Tempo


O tempo teima em não passar.
Conto horas, minutos, segundos mas ele…
Ele não avança.
Trata-se de um tempo que
Me empurra para um impasse,
Para uma lacuna, para uma quebra,
Para um atraso… para…
Uma pausa na minha vida.

É este o tempo que me congela e imobiliza.
É este, maldito, tempo que me vandaliza.






A Desconhecida

Sinto que passei de um tudo para um nada.
As vozes que ecoavam na minha cabeça, acompanhadas por sorrisos, ora falsos, ora verdadeiros, neste momento são meramente mudas e incapazes de proferir uma única frase lógica. Já não tenho olhares telepáticos a cruzarem-se comigo, muito menos alguém lá no fundo, lá bem no fundo, a gritar pelo meu nome.
Tanto tempo que estive sem me “agarrar” a folhas e lápis, tanto tempo que estive sem ter a necessidade de ter um alguém, sem saber quem, que me ouvisse, com quem eu pudesse partilhar…
As multidões a mim já não me dizem nada. Por vezes não passam de um mero aglomerado de gente inócua, incompleta e incapaz de completar alguém.
Estou naquele preciso ponto, em que (possivelmente), pela primeira vez, me sinto uma verdadeira identidade singular e desconhecida aos olhos de quem por mim passa.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Palavras Amor-ó-dependentes

Por muito que tentes ser inovador – Esquece.

Está tudo desgastado, consumido…

Já ninguém lê poemas d’amor,

Essa coisa fútil, vã e perdida no tempo.

Já ninguém quer saber de sentimentos,

Muitos menos de sofrimentos de outrem

(pra isso já basta o deles!).

Acreditem, já ninguém lê poemas d’amor!
Actualizem-se!

Já não há perfumes de rosas,

Nem olhares que lembram o luar.

Já não há estrelas de desejo,

Nem cravos sem espinhos.

Por favor, isso é passado!

Já não há juras, cânticos

Nem beijos apaixonados.

O vocabuláro da família de palavras d’”Amor”

Esmoreceu, esvaneceu… morreu!

Repito – Já ninguém lê poemas d’amor!

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Apetecivelmente Pecador - Restaurante


-->
Ementa:
Amor,
Paixão,
Sedução,
Tentação
… Menu – Oferta da especialidade “Beijos extra”

Hoje,
Mais uma vez não sei o que escolher,
A Gula, (maldita seja), apoderou-se de mim,
E agora… agora, apetece-me tudo!

Hoje,
Desejo o amor puro, um olhar brilhante,
Um sentimento de saudade;
A ausência de um sorriso, de uma voz.

Hoje,
Apetece-me a paixão tresloucada,
Que cega, fere, vence, perde.
A paixão que ou nos mata ou nos torna mais fortes!?!

Hoje,
Ah, Ah! Desejo, apenas, exclusivamente, unicamente,
Somente… a atracção;
Passageira e cigana, transparente e amorfa.
Atracção meramente carnívora, rawwwr!

Hoje,
Apetece-me… hum, será que posso dizer? Queres “ouvir”?
Bem, podes mandar vir a sedução;
Provocadora, tirana, falsa, mas… aprazivelmente saborosa.
Nhamy…

Hoje,
Desejo a tentação, (depois de seduzir só este seria o prato indicado).
Tentação; confusa, imprevisível e incontrolável.
Possuidora e, terminantemente, vencedora!
Já agora, para manhã desejo…
…Ah esqueça, prefiro aguardar por novidades!

(Momentos de loucura...)

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Falta


Sinto falta de um beijo meigo, de um beijo no rosto, nos lábios, no nariz.
Sinto falta de um abraço apertado que me sufoque o coração de sentimentos e emoções. Sinto falta do toque de uma pele macia e quente, dos dedos de uma mão a entrelaçarem com os meus, de um olhar que me intimida e me deixa imóvel. Sinto falta das borboletas na barriga, do sopro no coração, da inexistência de palavras, do tempo intemporal. Sinto falta de algo que me mova e que me faça sentir diferente. Sinto falta de mim, sinto falta de toda a gente.


domingo, 18 de julho de 2010

Sou como o Vento


Sou como o vento,
Divago num rumo incerto
Constante de obstáculos.
Posso soprar ferozmente e derrubá-los
Ou então, do meu jeito sereno e doce,
Contorná-los como se de uma silhueta
Curvilínea feminina assim se tratassem.

No meu soprar juntam-se mais 1001 sopros,
E assim, vamos esvoaçando numa
Aglutinação em perfeito equilíbrio.
Nos 1001 soprares em mim existentes,
Vindos dos 7 mares, encontra-se a
Verdadeira evolução de um ser
Que quando individual não
Possuiria tanta valentia.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Baú


Todos os dias da minha vida
Abro uma nova página do meu diário e,
Lá deixo vincado cada sentimento, cada emoção.

Busco num baú de memórias,
Antigos livros por mim escritos.
Busco nesse baú sem fundo
O que um dia já fui e o porquê
De ser o que hoje sou.